domingo, 27 de janeiro de 2013
terça-feira, 22 de janeiro de 2013
terça-feira, 15 de janeiro de 2013
Campanha Criança Solidária
A Creche e A.T.L. “Espelho Mágico” elaborou uma campanha de cariz solidário, designada de "Da minha mão para a tua!", com o objetivo de ajudar as famílias mais carenciadas da Vila das Lajes.
Pode colaborar com roupas de criança, brinquedos,
bens alimentares, fraldas, produtos de higiene, entre outras.
A Creche está disponível para receber o seu contributo até dia 14 de Fevereiro, à beira do Museu do Carnaval, e fará a entrega às famílias no dia 28 do mesmo mês.
A Creche está disponível para receber o seu contributo até dia 14 de Fevereiro, à beira do Museu do Carnaval, e fará a entrega às famílias no dia 28 do mesmo mês.
Faça parte desta causa, contribua!
domingo, 13 de janeiro de 2013
Desigualdades
Onde está a igualdade de direitos entre os seres humanos? As desigualdades/contrastes entre os países deveriam, ou não, ser uma das principais situações onde se deveria intervir/combater?
Repense!!
sábado, 12 de janeiro de 2013
Truques para arranjar emprego no estrangeiro
No Reino Unido não deve incluir fotografia no currículo, para evitar hipóteses de discriminação. Na Holanda ninguém o entrevista se não tiver uma morada no país e no Brasil o melhor é concorrer a multinacionais – são mais imunes às cunhas.
O recrutamento não é sempre igual. “Há muitos anos, na África do Sul, era preciso dividir as pessoas em categorias: negro, mestiço ou branco. Todas as estatísticas, mesmo as de consumo, as incluiam.
E o mercado de trabalho também estava organizado assim”, explica José Bancaleiro, sócio-gerente da Stanton Chase, uma empresa de recrutamento, em Portugal. Isso acabou, mas ainda há regras diferentes nos cinco continentes.
Por isso, se é um dos 85 desempregados que todos os dias sai de Portugal, leia este artigo antes de fazer a mala.
Suíça – Peça uns meses antes de ir
Quando Francisco Amado, que vive em Zurique há oito meses, se mudou para a Suíça, tinha dois empregos. O seu, como arquiteto, e outro, quase a tempo inteiro: procurar casa. “Em toda a Suíça, mas sobretudo em Genebra e Zurique é mais difícil encontrar casa do que emprego”, explica.
Isto porque, justifica, há cerca de três apartamentos livres para cada mil pessoas. “No meu caso passaram-se sete meses e quase 150 visitas a quartos e apartamentos até encontrar casa definitiva. Até lá, fiquei num hotel ‘barato’ (€2.500 por mês), em quartos emprestados e casas temporárias.”
Regra básica na Suíça: não estar disponível de imediato sem garantir alojamento. “Se voltasse atrás pedia dois ou três meses para encontrar casa e julgo que compreenderiam”, diz. Mas há mais regras. Pedir uma cunha, por exemplo, só atrasa o processo.
“Os suíços não o fazem e não gostam que lhes peçam para o fazer.” Não falar a língua é outro obstáculo. Francisco foi rejeitado em mais de 200 empresas porque não falava alemão, língua oficial daquela região da Suíça. O melhor é investir num curso ainda em Portugal – pode pagar metade do que gastaria na Suíça.
Reino Unido - Currículo sem idade
Quando tiver o currículo pronto, não o envie directamente. “Toda a contratação é feita através de agências de recrutamento. A maior parte das empresas nem sequer tem sistemas internos para responder a anúncios”, explica José Bancaleiro. Por isso, o ideal é procurar agências especializadas em recrutamento internacional. “Encontra-as facilmente na Internet. Procurar emprego directamente só funciona em trabalhos menos especializados, como bares e restaurantes.”
França - Vista o seu melhor fato
A França é o país onde há mais portugueses a viver – mais de 580 mil registados entre 2000 e 2010, segundo o Observatório da Emigração. E, aqui, falar bem francês é uma condição essencial. Em algumas profissões, como médicos e enfermeiros, é mesmo preciso ser fluente. E não vale a pena mentir. Em muitas agências de recrutamento o teste de francês é uma das etapas da entrevista.
Alain Miranda, da consultora ExSo, assegura que também é importante ter uma boa apresentação, segundo os cânones franceses claro: para os homens isso significa ir de fato e gravata às entrevistas. Já as mulheres devem levar um blazer. E isto é válido, alerta Alain, mesmo para as áreas das engenharias, que tendem a ser mais descontraídas – os franceses gostam da formalidade.
Outro ponto importante é mostrar que está empenhado em trabalhar no país. Evite dizer que ainda não falou com a sua família sobre a hipótese de emigrar ou que quer sair do país apenas por causa da crise. Alain Miranda já acompanhou casos em que os candidatos portugueses desistiram do trabalho porque, à última hora, não estavam preparados para emigrar ou encontraram emprego em Portugal. “Não é incomum.”
Alemanha - Chegue antes da hora
Se quer ter um currículo irrepreensível para uma empresa alemã não se esqueça de o traduzir para alemão e de colocar uma fotografia. Na Alemanha a imagem do candidato faz parte do processo de recrutamento, assinala a ficha do país no Eures, Portal Europeu de Mobilidade Profissional. E traduzir o currículo também, mesmo que não fale alemão (o que deverá indicar no CV). “Eles valorizam as pessoas que revelam querer integra-se”, diz Débora Miranda, que trabalhou no país na área de tradução e jornalismo. A portuguesa aconselha a dizer algumas palavras em alemão na entrevista.
Em profissões mais técnicas, como as engenharias, falar a língua é ainda mais importante, assinala Alain Miranda. É que não se pode descurar a concorrência de países de Leste, como a Polónia ou a República Checa, onde os candidatos não só estão tão bem preparados tecnicamente, como têm mais facilidade em aprender alemão.
A melhor técnica é inscrever-se em sites de emprego, como o Monster. “O processo é muito transparente e as candidaturas através destes sites funcionam mesmo”, diz Débora. E não se esqueça de chegar cedo às entrevistas: cumprir o horário não basta, a regra é estar no local 15 minutos antes do combinado.
Holanda - Não vá antes dos 23 anos
Tentar encontrar emprego na Holanda pela Internet não é fácil. “Se não tiver uma morada local ninguém o chama para entrevistas”, diz um português que trabalha na área de consultoria. Um truque possível é dar a morada de um amigo que viva no país.
Acontece mais ou menos o mesmo no Reino Unido, para onde Tiago Teixeira, 29 anos, fisioterapeuta, se vai mudar este mês. “Nenhuma empresa o contrata sem ter conta bancária. E para conseguir uma conta bancária é preciso ter comprovativo de morada e provar que vive lá [ter uma despesa em seu nome, como a água, ajuda]”, explica.
Outro passo obrigatório na Holanda é fazer um seguro de saúde. Nenhuma empresa o contrata se não o tiver – custa cerca de 100 euros por mês. Depois, inscreva-se num curso de holandês: falar inglês não é diferenciador num país onde mesmo os profissionais menos qualificados falam a língua.
E se tem menos de 23 anos pode ser aconselhável esperar. Na Holanda, o salário mínimo depende da idade: aos 18 anos o valor base por hora é de 3,80 euros; a partir dos 23 anos é de 8,35 euros.
Brasil - Concorra a multinacionais
É sabido que o nível de QI é importante para conseguir emprego. Mas, no Brasil, além do habitual Quociente de Inteligência, há outro QI muito valorizado, o chamado “Quem Indica”. “As indicações funcionam muito no Brasil, mais do que em Portugal”, explica um advogado português que trabalha no país. Para contornar a cunha concorra a empresas estrangeiras – aí o seu currículo será, à partida, mais importante do que os conhecimentos pessoais. A maior parte das multinacionais estão no Rio de Janeiro e em cidades como Macaé e Itaguaí.
Segundo problema: reconhecer um curso feito em Portugal pode demorar entre seis meses a três anos. Se for arquitecto ou engenheiro contorne a questão trabalhando como assistente de um profissional registado, enquanto espera pela equivalência – só não pode assinar projectos. Mas também há formas de acelerar o processo: faça o pedido de equivalência numa universidade em que o curso tenha disciplinas o mais semelhantes possível com as portuguesas. Porque se lhe faltarem cadeiras pode ter de fazer uma prova ou ser obrigado a repetir as disciplinas.
Outra estratégia é começar o processo ainda em Portugal, sugere Rui Castro, da Scale International, que ajuda os portugueses a fixarem-se naquele país. Ou seja, nomear um procurador (advogado ou familiar) para tratar disso no Brasil.
Estados Unidos - Dê boas referências
Aviso: a honestidade é uma das características mais valorizadas. Por isso, fuja à tentação de mentir . Porque o que é tolerado em Portugal, onde 20% dos currículos recebidos pelas empregadores têm informações falsas, não é nos Estados Unidos. Veja-se o caso de um português que trabalhou lá. Todas as pessoas que deu como referência (três) foram contactadas – uma delas num ministério português. Por isso, é essencial dar como referência pessoas que saibam falar inglês.
O visto de trabalho é outro dos problemas: o número distribuído anualmente é limitado e depende das necessidades do país. “Num ano podem ser precisos médicos, noutro empregadas domésticas, isso varia”, explica Anne Taylor, presidente do American Club of Lisbon. E como não há uma tabela oficial que indique as profissões em que é mais provável ser aceite, o truque é sondar o mercado: as profissões mais requisitadas pelos sites de recrutamento americanos são um bom indicador.
Para quem quer trabalhar e estudar é tudo mais fácil: fazer um mestrado dá direito a trabalhar durante um ano no país.
Austrália - Entre como estudante
Teoricamente há três formas de entrar na Austrália. A primeira é conseguir que uma empresa lhe patrocine o visto. “É raro ”, explica Miguel Covas, director da Information Planet, uma agência de estudantes especializada na Austrália. Outra é concorrer a um visto de emigração que avalia os candidatos com base em quatro critérios: ter uma das quase 200 profissões pedidas pelo país é obrigatório (as áreas de marketing, artes, desporto e ciências sociais estão praticamente fora de questão), experiência profissional nessa área, menos de 49 anos, e um nível fluente de inglês. “É um sistema quase matemático.
A pontuação máxima exige que tenha entre 25 a 32 anos, oito anos de experiência profissional na sua área de licenciatura e um nível de inglês de oito (numa escala até 9), explica Miguel Covas. Por isso, “a única via possível para mais de 90% das pessoas é fazer uma formação extra na Austrália com um mínimo de 20 horas semanais.” Ou seja, entrar com um visto de estudante, que lhe permite trabalhar em part-time (e em full-time nas férias escolares). Depois de já lá estar, consegue ficar.
Segunda condição: ter dinheiro. Tratar do processo de emigração custa entre 3 mil e 6 mil euros e fazer um curso, pelo menos mais 4 mil . Também é preciso contar com imprevistos. Tiago Teixeira, 29 anos, começou por escolher um curso de inglês de seis meses, que lhe custaria 6.500 euros. “Como já tinha nível 7 percebi que três ou quatro meses de inglês chegavam. Conseguiria baixar os custos e ficar quase um ano e meio no país se, em vez de só inglês, optasse por um curso técnico. No total, pagaria 7.500 euros.”
Durante esse período Tiago esperava reconhecer o curso de fisioterapia. “Desisti porque me exigiram todo o conteúdo programático traduzido para inglês por um tradutor oficial do país.” Para isso, teria que gastar 35 euros por cada uma das 200 páginas, ou seja, 7 mil euros.
Angola – Negoceie em euros
Em Angola, os empregos com melhores salários estão na capital, Luanda, e em zonas associadas a empresas petrolíferas, nomeadamente Cabinda-Soyo, explica Hermínio Santos no guia Trabalhar em Angola. Além do petróleo, a banca, a grande distribuição, os sectores dos serviços (comunicações, hotelaria e restauração), agricultura, educação e saúde são as áreas que mais precisam de profissionais. Mas enviar um currículo pela Internet não serve.
Para conseguir emprego no país tem de falar pessoalmente com os recrutadores. “Se tiver qualquer forma de ficar em Angola, mesmo que temporariamente, isso pode ser positivo. As empresas vão valorizar não ter que lhe pagar casa, carro, etc.”, diz um português que vive no país.
Quando negociar o salário tente receber pelo menos uma parte em euros, explica Hermínio Santos. “As eventuais desvalorizações do dólar em relação ao euro podem ter grande influência no que vai receber ao fim do mês.”
Moçambique - Esqueça os cargos
Primeiro ponto: não precisa de ir a Moçambique para conseguir emprego. Muitas empresas fazem recrutamento através da Internet e entrevistas por Skype. Outras, deslocam-se a Portugal.
Em segundo lugar, não se preocupe com os cargos. Em Moçambique os únicos doutores que há são os médicos. Todas as outras pessoas podem ser tratadas por senhor ou senhora, revela fonte da empresa de recrutamento Select Vedior Moçambique.
Procurar emprego também já não significa limitar-se à capital, Maputo. As províncias que estão a crescer mais são as do Norte, como Tete e Delgado – procuram sobretudo engenheiros ligados aos recursos naturais, energia e logística.
Arábia Saudita - Assegure a casa
Para atrair a atenção do país árabe o ideal é ter formação nas áreas de saúde e engenharia, sobretudo se estiver ligado à construção e ao petróleo. “Há falta de profissionais qualificados na saúde e uma das razões é o facto de as sauditas não poderem trabalhar como enfermeiras”, explica Paulo Machado, presidente da consultora Mercer na Arábia Saudita. Depois, é preciso negociar bem o pacote salarial.
Além do ordenado base, que pode chegar aos 20 mil euros por mês, há extras indispensáveis. “Se for mulher não pode conduzir, por isso precisa de um subsídio de transporte que pague carro e motorista, cerca de 600 euros por mês.” Além disso, assegure um valor para pagar a casa: um apartamento normal custa 600 a 900 euros por mês.
“Se tiver filhos está quase obrigado a ir para um compound [uma espécie de cidade onde vigoram as normas ocidentais – a língua oficial é o inglês e é proibido andar de burca], porque é aí que estão as escolas internacionais”, explica Paulo Machado. Nesse caso, o preço sobe para 3 mil euros por mês.
Fonte: http://www.sabado.pt/Multimedia/FOTOS/Mundo/Fotogaleria-%28759%29.aspx
09-01-2013
Por Ana Taborda e Patrícia Silva Alves
O Novo Visual :)
Como se costuma dizer "Ano Novo, Vida Nova", no caso da Perspetiva Social é Ano Novo, Visual Novo.
É necessário evoluir e inovar e, por isso, a Perspetiva Social está a dinamizar o seu espaço.
Quero agradecer ao Nuno Parreira por ter disponibilizado do seu tempo para tratar do design do blog, muito obrigada!
Espero que goste :)
sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
As profissões que mais levam à depressão
Alguns trabalhos podem levar mais à depressão do que outros. A revista ‘Health Magazine’ compilou uma lista com as dez profissões que, no espaço de apenas um ano, podem levar os seus profissionais a este transtorno psiquiátrico. Mas tenha calma: isto não significa que o melhor é desistir do sonho de trabalhar na área da saúde ou de ser professor. Tem que ter apenas cuidado.
“Existem determinados aspectos de qualquer trabalho que podem contribuir para uma depressão”, explica Deborah Legge, especialista na área da saúde mental em Buffalo (EUA). “Pessoas com trabalhos altamente stressantes conseguem obviamente controlar a situação se cuidarem de si mesmos e encontrarem a ajuda que precisam.”
1º Lugar: Enfermeiro particular
Em primeiro lugar na lista estão os enfermeiros particulares. Segundo a revista ‘Health Magazine’, cerca de 11% dos profissionais desta área tiveram uma depressão no ano anterior.
O dia normal de um enfermeiro particular inclui alimentar os seus doentes, mudar-lhes a fralda, dar-lhes banho e incentivá-los a lutarem para sobreviver. São psicólogos, terapeutas e enfermeiros, tudo ao mesmo tempo. A juntar a tudo isto, têm que lidar diariamente com o sofrimento e com a morte.
2º Lugar: Empregado de mesa
Geralmente mal pagos, os empregados de mesa passam o dia inteiro a andar de um lado para o outro, têm que lidar com todo o tipo de frustrações das pessoas que servem, e nem sempre conseguem lidar emocionalmente com a pressão horária e a exigência do trabalho.
3º Lugar: Assistentes Sociais
Eles lidam com abusos de crianças ou famílias disfuncionais que atravessam situações imagináveis. O trabalho é stressante, nunca chega ao fim, e a solução para o problema muitas das vezes é posta em causa devido à enorme burocracia com que eles têm que trabalhar.
A juntar a tudo isto, nem sempre é fácil para um assistente social chegar a casa e desligar do trabalho, depois de um dia inteiro a lidar com situações emocionalmente desgastantes.
4º Lugar: Profissionais na área da saúde
Isto inclui médicos, terapeutas, enfermeiros e outros profissionais que geralmente têm que se dedicar a cem por cento aos outros, sem ficarem com tempo suficiente para cuidar de si próprios. Os horários são irregulares, muitas das vezes excessivos, e os níveis de stresse são muito elevados – principalmente quando têm nas suas mãos a vida de outras pessoas.
5º Lugar: Artistas, apresentadores e escritores
Estas profissões podem trazer salários irregulares, um horário de trabalho incerto e até levar a um certo isolamento. As pessoas criativas têm à partida uma maior tendência para desenvolverem perturbações do humor: cerca de 9% admitiu ter tido uma grande depressão no ano anterior.
6º Lugar: Professores
As exigências que são impostas aos professores são cada vez mais avassaladoras. Para além da dificuldade de trabalhar com crianças e adolescentes, são obrigados muitas das vezes a ficarem até tarde na escola ou a levarem trabalho para casa.
“Existem pressões que advêm de muitas audiências diferentes – das crianças, dos pais, das escolas que tentam manter os padrões de exigência”, explica Christopher Willard, psicólogo clínico na Universidade de Tufts. “Isto pode dificultar o trabalho dos professores e a capacidade de estes se lembrarem a razão porque começaram a trabalhar naquela área.”
7º Lugar: Apoio administrativo
As pessoas que trabalham na área do apoio administrativo estão frequentemente na linha da frente, a receberem ordens de todas as direcções. Ao mesmo tempo, elas estão também na base da pirâmide hierárquica. Têm dias imprevisíveis, e nem sempre são valorizadas pelo trabalho que têm a assegurar que toda a gente acima delas tem a vida facilitada.
8º Lugar: Trabalhadores de manutenção
Quem é que gostaria de ser chamado apenas quando as coisas estão a correr mal? É isso que acontece na vida de uma pessoa que trabalha na área da manutenção. Quando um cano rebenta, a electricidade falha ou a campainha do prédio está avariada, a função deles é resolver o assunto o mais rapidamente possível. Têm que trabalhar várias horas seguidas, andar sempre de um lado para o outro e os turnos prologam-se muitas vezes pela noite dentro.
9º Lugar: Consultores financeiros e contabilistas
Numa palavra, stresse. A maioria das pessoas que trabalha nesta área está sujeita a níveis de stresse elevados, o que pode despoletar ou agravar uma depressão. “Há tanta responsabilidade pelas finanças dos outros, e nenhum controlo do mercado”, explica Deborah Legge. “Há culpa envolvida, e quando os clientes estão a perder dinheiro, muito provavelmente têm pessoas a gritar-lhes com regularidade.”
10º Lugar: Vendedores
As pessoas que trabalham na área das vendas têm grande probabilidade de sofrer de depressão. O dinheiro é uma das explicações para este fenómeno: uma vez que muitos vendedores trabalham à comissão, a instabilidade de não saber quando vão receber o seu próximo salário pode levar os trabalhadores a um transtorno depressivo.
Fonte: http://www.sabado.pt//Multimedia/FOTOS/-span--b-Sociedade-b---span--%281%29/Fotogaleria-%28548%29.aspx?id=532054
Por Marta Gonçalves Miranda
27-10-2012
quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
Isabel Jonet, Presidente do Banco Alimentar, comenta dados sobre desperdício de alimentos em Portugal: "Têm de comprar menos para não deixar estragar"
A
presidente do Banco Alimentar contra a Fome, Isabel Jonet, defende que
os portugueses precisam de educar os seus hábitos de consumo para evitar
os desperdícios alimentares, comenta um estudo sobre essa realidade.
O
estudo nacional sobre desperdício alimentar - desde a produção até ao
consumo final - indica que Portugal perde anualmente um milhão de
toneladas de alimentos.
Apesar de este valor ser
inferior à média europeia, significa que cada habitante português
desperdiça 97 quilos de alimentos por ano.
Em
declarações à Lusa, Isabel Jonet alerta que existem desperdícios em
várias áreas da produção alimentar, como a agricultura ou pescas, mas
sublinha que "a maior parte dos desperdícios alimentares ocorre em casa
das pessoas e é preciso educar hábitos e maneiras de viver".
"Onde
tem de se actuar é na compra. Têm de comprar menos [em menores
quantidades] para não deixar estragar no frigorífico", defendeu.
Isabel
Jonet recordou que os bancos alimentares - em Portugal e noutros países
- foram criados para lutar contra o desperdício, aproveitando, por
exemplo, excedentes da produção nacional, dentro das normas de segurança
e validade.
Em 2011 os bancos alimentares
recuperaram 31 mil toneladas de produtos que teriam como destino a
destruição, dos quais seis mil toneladas são fruta.
O
estudo, que será apresentado na quinta-feira em Lisboa, propõe várias
medidas para os consumidores reduzirem as perdas de comida, como o
planeamento das compras e das refeições, mas também para os responsáveis
da área da distribuição e oferta, como a criação de embalagens mais
pequenas.
A presidente do Banco Alimentar contra a
Fome considera ainda que os resultados deste estudo indicam que se
"deve atribuir o real valor aos bens".
Fonte: Lusa
Quero agradecer à Carla Pinto por ter sugerido este texto.
segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
quinta-feira, 27 de dezembro de 2012
Reportagem - Base das Lajes: O Drama Social Depois Do Adeus Americano
Clique na imagem para ver a reportagem - "Base das Lajes: O Drama Social Depois Do Adeus Americano"
A Base Aérea nº 4 (BA 4) foi criada na Segunda Guerra Mundial, e
o seu desenvolvimento e importância deveu-se ao posicionamento dos Açores, estratégia dos Estados Unidos, que permitia o rápido acesso à Europa, Ásia e ao Médio Oriente, favorecendo-lhes como potência político-militar.
No entanto, esta estratégia não privilegiou apenas os americanos, tendo a Ilha Terceira beneficiado imenso com o desenvolvimento da base aérea. Grande parte da ilha conseguiu um emprego, os americanos interessaram-se pela ilha e acabaram por a povoar, a ilha adaptou-se à presença dos americanos e os americanos afeiçoaram-se à Terceira. Isto fez progredir a ilha em termos económicos, culturais e sociais.
Eu, desde cedo, convivi de perto com os americanos, o meu pai é trabalhador da base há mais de 30 anos, e quando nasci, compravam-me roupa, comida, fraldas, etc, material americano por ser mais barato. Vejam só, que quando era pequena, era confundida com uma criança americana, pois mais do que uma pessoa perguntou à minha mãe se era minha baby-sitter.
Ainda hoje, sou uma adita pelo material americano. Não vivo sem os chocolates butterfinger's, reese's, m&m's, sem os sacos enormes de aperitivos, as sapatilhas de marca a um preço estupendo, sem a peanut butter, sem os perfumes, cremes, maquilhagem, etc, etc, uma lista sem fim.
É visível nos dias de hoje, a cultura americana entranhada na cultura terceirense. Comemora-se o halloween, as pessoas decoram as suas casas, as crianças vão às casas americanas pedir o trick or treat, também se fazem as baby shower's, festa surpresa para a futura mamãe, onde os familiares comemoram a chegada de uma criança e presenteiam os futuros papás.
Como podemos ver, a presença americana na Ilha Terceira não é apenas uma presença politico-militar, é também económica, cultural e acima de tudo social.
Com a crise instaurada e com o abandono americano a Terceira vai ressentir-se e muito, esperemos que isto não dê uma volta de 360º e venhamos a viver a miséria e o sofrimento dos nossos avós nos anos 80/90.
Fez das Lajes um terreiro, / Oh! Que dor de coração!
Vitorino Nemésio, Festa Redonda.
quarta-feira, 26 de dezembro de 2012
Os 10 Mandamentos do Assistente Social
1. Amar o Serviço Social crítico sobre todas as perspetivas conservadoras;
2. Não utilizar a política de assistência social como ação social;
3. Honrar a ética profissional;
4. Utilizar a política social numa perspetiva de desenvolvimento social e dignidade humana;
5. Lutar pelos direitos sociais numa perspetiva de cidadania;
6. Reconhecer o usuário como sujeito de direito;
7. Tratar a questão social como expressão do capital vs trabalho;
8. Não ser conivente com a injustiça social e todas as formas de preconceitos;
9. Trabalhar a desigualdade social através do desenvolvimento humano, da autonomia, da qualidade de vida e da equidade;
10. Zelar pelo projeto ético-político numa perspetiva crítica.
terça-feira, 25 de dezembro de 2012
sábado, 15 de dezembro de 2012
quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
Reflexão acerca do filme “Te doy mis ojos” na perspetiva da Intervenção Sistémica Familiar
As famílias multiproblemáticas têm uma forma de estar e de se relacionar muito própria, e apresentam uma série de comportamentos problemáticos estruturados, estáveis no tempo e bastante graves, incapazes de se distanciarem e de refletirem sobre as ocorrências e potencialidades próprias. Os seus comportamentos problemáticos afetam um número indeterminado de elementos, pois a família é um sistema e, portanto, o facto de um membro viver um problema tem impacto em cada um dos outros membros e no todo familiar.
Além
destas características, apresentam geralmente, um baixo nível socioeconómico,
encontrando-se no limiar da pobreza, são privadas a nível económico e cultural
e são socialmente marginalizadas. Os comportamentos problemáticos mais
detetados nestas famílias são, por exemplo, a violência, a toxicodependência, os
maus tratos, a delinquência, o alcoolismo e o abandono das crianças.
Em
relação à conjugalidade reina a desarmonia. Esta resulta da dificuldade que os cônjuges
têm em estabelecer relações estáveis e igualitárias, chamada de simetria
relacional, não conseguindo desenvolver relações complementares que lhes
permitam encontrar no outro aquilo que lhes falta.
É
verificável nestas famílias uma indefinição dos papeis de cada elemento do
sistema, pois não estando estabelecidos, eles não são sólidos, não há
consciência, não há respeito, nem controlo acerca dos mesmos.
Analisando
o caso do filme “Te doy mis ojos”, a família protagonista representa uma
família multiproblemática, que vivencia uma situação de violência doméstica,
sendo a vítima a mulher, Pilar e o agressor, o António, ambos pais de Ruan.
Esta família
encontra-se claramente no terceiro estágio do ciclo vital familiar -Famílias
com filhos pequenos. Neste estágio há um processo emocional de transição que
passa pela aceitação de novos membros no sistema. As mudanças desenvolvimentais
nesta etapa são o ajustamento do sistema conjugal que permite a criação de um
espaço para os seus filhos, a união do casal nas tarefas de educação dos
filhos, mas também, nas tarefas financeiras e domésticas, e o realinhamento dos
relacionamentos com a família alargada para incluir os papeis dos pais e dos avós.
Relativamente às
funções intrínsecas da família protagonista, à uma vinculação saudável e de
amor entre o filho e os pais. Na relação dos pais, apesar da existência de problemas de violência
doméstica, verificamos que há uma relação de amor.
Sabemos que a violência doméstica abarca comportamentos utilizados num
relacionamento, por uma das partes, e que o agressor pretende acima de tudo
controlar a vítima, é isto que o António pretende, pois não consegue
controlar o ciúme, ciúme este que não tem uma razão de ser, pois Pilar sempre
foi fiel ao marido, mas basta não atender uma chamada de António para que este alimente
as suas desconfianças acerca de que a mulher o trai com alguém. Este é o motivo
vigorante que levara António ao extremo, acabando por violentar a esposa. Uma
outra razão que o levou à loucura, tendo humilhado a esposa funestamente, foi o
sucesso profissional de Pilar, pois António temia a superioridade da esposa em
termos profissionais e económicos, o que a tornaria independente e autónoma em
relação a António. Esta é uma das principais causas de violência, o homem viola
a mulher devido à relação de poder, designando a mulher como o sexo frágil,
permitindo que o marido a controle, impedindo-a de participar ativamente na
política, na vida social, na economia e no mercado de trabalho, de modo a
tornar o homem o detentor do poder, e a mulher a sua submissa.
Apercebi-me de que os
pais contribuem para a manutenção psicológica do filho e para a sua
socialização, tanto com a família alargada como com os amigos, também transmitem-lhe
valores e garantem a sua formação, a este nível não se encontram carências,
tanto que Ruan nunca presenciou uma agressão, pois quando os pais discutiam,
mandavam-no de imediato para o quarto.
Pilar aterrorizada com
a situação, abandona o marido e refugia-se com o filho em casa da sua irmã mais
nova, o marido procura-a em casa da cunhada e conversa com ela, desculpando-se
e prometendo-lhe que tudo irá mudar e que não lhe voltará a agredir.
António procura ajuda
psicológica, presenciando algumas sessões em grupo nomeadamente com outros
agressores, e sessões individuais. Volta a aproximar-se de Pilar,
oferecendo-lhe presentes, observando-a e controlando-a de longe, tendo até
questionado o filho para tentar saber se a mulher saia com alguém.
Pilar cede e acaba por
se encontrar com o marido, nisto ele promete-lhe um futuro melhor, e revivem de
novo o seu namoro. Isto é o chamado ciclo da violência doméstica, que se
apresenta em três etapas, a primeira é o aumento da tensão, em que as discussões
e as ameaças do agressor criam, na
vítima, uma sensação de perigo eminente.
A segunda etapa é o ataque violento, em que o agressor violenta fisicamente e
psicologicamente a vítima; e a terceira é a lua-de-mel, nesta etapa o agressor
acarinha e dá atenção à vítima, desculpando-se pelas agressões e prometendo de
que nunca mais a voltará a agredir. Contudo, este ciclo repete-se, até que a
vítima decida abandonar o agressor definitivamente, foi o que Pilar fez,
pegando no filho, abandona novamente o marido.
Depois
de conhecer a problemática do sistema familiar, isso permite ao Assistente
Social perceber a complexidade de cada família, pois cada caso é um caso, o que
torna as famílias multiproblemáticas únicas e diferentes umas das outras em
termos de estrutura e de funcionamento. Isto, deixa quase sempre, o técnico
apreensivo com qual a decisão e a intervenção mais adequada para o sistema
familiar. Após definidos os pedidos
expressos pela família, tal como os implícitos, o técnico parte para a
definição de estratégias e metodologias, e adequa as metas, tendo em conta o
tipo de família com que trabalha.
As
famílias têm potencialidades para mudar os seus comportamentos, por mais
fragilizadas que estejam, no entanto, a família é que decide se quer mudar, não
é o técnico que toma essa decisão, ele apenas ajuda a realizar esse objetivo,
dando-lhe orientações, reencaminhando-a para os serviços indicados.
Em
suma, o principal objetivo do Assistente Social é automatizar as famílias, para
que estas sejam capazes de resolver os seus problemas.
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